Traíra
Hoplias aff. malabaricus*
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Família: Erythrinidae
Origem: América do Sul. Ocorre nas principais drenagens Brasileiras na Amazônia, Pantanal, São Francisco e Prata.
Habitat: água doce.
IUCN (2020): Menor preocupação.
Biologia e Ecologia:
As traíras possuem coloração geral parda ou negra nos flancos e dorso com ventre mais claro. Essas cores servem como camuflagem junto ao fundo arenoso, lodoso e vegetação, típicos de seu habitat preferencial (rios e lagos com pouca correnteza). É uma espécie predadora cuja estratégia de predação é denominada como “senta e espera”, onde o animal fica imóvel à espera de uma presa que passe por perto, desferindo um bote rápido e certeiro. Alimenta-se de invertebrados diversos e peixes. Pode atingir até 70 cm e cerca de 4 kg, possuindo corpo fusiforme. É uma espécie ovulípara, com a fêmea depositando seus óvulos em uma concavidade junto ao substrato e o macho fecundando-os imediatamente após a postura. Uma fêmea pode produzir entre 6 e 10 mil óvulos. Possui cuidado parental, geralmente pelos machos, mas pode ocorrer cuidado biparental (ambos os pais). As traíras eventualmente antecipam sua reprodução em relação à de suas presas, de modo que sua prole se desenvolva num período com abundância de alimento.
* Hoplias malabaricus foi revisada recentemente e as espécies que ocorrem no estado do Rio Grande do Sul receberam outros nomes. Hoplias misionera e H. australis foram descritas para o RS, entretanto, sem examinar os exemplares em laboratório, é difícil determinar a que espécie pertencem. Por esse motivo, usa-se a terminologia “aff” no seu nome, que indica “afinidade”. Sabe-se que as espécies do RS são relacionadas a Hoplias malabaricus, mas não pertencem a essa espécie.
