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Manduri

Melipona torrida

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Manduri (crédito_ Karyne).jpg

Fotografia: Dilton Castro

Fotografia:  Karyne Mello Sarmento

Família:  Apidae
 

Autora: Karyne Mello Sarmento

Parceria: Asios Soluções Ambientais

A Melipona torrida, conhecida popularmente como manduri, possui registro de ocorrência natural no Brasil nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No estado do Rio Grande do Sul, sua presença é registrada na Serra do Nordeste, no Alto e Médio Vale do Uruguai e no Litoral (Witter & Blochtein, 2009). Devido às pressões ambientais sobre suas populações, a M. torrida consta na Lista de Espécies Ameaçadas de Extinção do Rio Grande do Sul na categoria Vulnerável (VU), enquanto a M. quadrifasciata figura como Em Perigo (EN).

Em relação ao seu habitat, a espécie estabelece seus ninhos em ocos de troncos de árvores. A estrutura de entrada segue o padrão característico das abelhas do gênero Melipona, apresentando uma abertura central acompanhada por estrias convergentes de barro, projetada para a passagem de apenas uma abelha por vez (Nogueira-Neto, 1970).

O gênero Melipona destaca-se por ser o único entre os Meliponini capaz de realizar a polinização por vibração, uma habilidade compartilhada também com as mamangavas do gênero Bombus. Fisicamente, a Melipona torrida possui corpo de coloração predominantemente preta, medindo cerca de 7 mm a 7,1 mm de comprimento nas operárias. Sua face exibe desenhos amarelos, e a cabeça e o tórax contam com pilosidade em tom pálido-acastanhado, acompanhada por asas castanhas. No abdômen, observam-se faixas transversais amarelas e estreitas na borda dos segmentos, que frequentemente se apresentam de forma interrompida (Moure, 1971; Melo, 2013). Quanto ao seu comportamento, diferente de outras espécies mais mansas, a manduri apresenta comportamento defensivo, costumando beliscar o manejador durante a manipulação das colônias.

Referências:

 

MELO, G. A. R. On the identity of Melipona torrida Friese (Hymenoptera, Apidae). Revista

Brasileira de Entomologia, São Paulo, v. 53, n. 3, p. 248-252, 2013.

 

MOURE, J. S. Notas sôbre algumas espécies duvidosas de Melipona (Hymenoptera – Apidae). Archivos do Museu Nacional do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, v. 54, p. 193–201, 1971.

 

NOGUEIRA-NETO, P. A criação de abelhas indígenas sem ferrão (Meliponinae). 2. ed. São

Paulo: Tecnapis, 1970. 365 p.

 

WITTER, S.; BLOCHTEIN, B. (2009). Espécies de Abelhas sem Ferrão de Ocorrência no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Versátil Artes Gráficas. 

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